NOTA DE FALECIMENTO  

 

 

São Paulo, 21 de junho de 2020

 

A eletrofisiologia do Brasil perdeu ontem (20/06/2020), aos 78 anos, um dos seus pioneiros. Eduardo Sosa veio para o Brasil no ano de 1968 e na década de 70 deu início aos procedimentos de eletrofisiologia com o registro dos eletrogramas do Feixe de His.

No início da década de 80 criou o Grupo de Arritmias do InCor junto com o Prof. Miguel Barbero Marcial, quando iniciaram o tratamento cirúrgico de arritmias na Síndrome de Wolff-Parkinson-White e, na sequência, das taquicardias ventriculares.

Os procedimentos percutâneos de eletrofisiologia começaram com a fulguração e alguns anos após a ablação por radiofrequência.

Na década de 90 com a limitação da ablação endocárdica de taquicardia ventricular em pacientes com Doença de Chagas, junto com o Dr Mauricio Scanavacca, companheiro nos 30 anos de eletrofisiologia, surgiu a ideia de acessar de maneira percutânea o espaço pericárdico. Essa abordagem teve sucesso no ano de 1995, tornando-os conhecidos mundialmente.

Além de toda inovação, Dr Sosa contribuiu imensamente com a formação e mentoria de várias gerações de Eletrofisiologistas no Brasil e em toda América Latina.

O Dr. Sosa aposentou-se no ano de 2015, permanecendo nos últimos anos com a sua família.

A SOBRAC lamenta imensamente essa perda e está ciente de que o legado do Dr. Sosa estará sempre presente na formação dos eletrofisiologistas e seu nome gravado na história da cardiologia brasileira.

 

 

 

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