A SOBRAC – Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas ao lado da Sociedade Latino Americana do Ritmo Cardíaco (LAHRS), Colégio Colombiano de Eletrofisiologia, Sociedad Argentina de Electrofisiología Cardíaca (SADEC) e Sociedad Mexicana de Electrofisiología Cardíaca (SOMEEC) divulga recomendações para a medida do intervalo do QT durante o uso de medicamentos para o tratamento da infecção por COVID-19.

A infecção por COVID-19 mostrou rápido crescimento em todo mundo e diferentes terapias foram propostas para o seu tratamento. Uma dessas estratégias terapêuticas sugere o uso de drogas moduladoras da resposta imune, como a cloroquina e hidroxicloroquina isoladamente ou em combinação com a azitromicina, e o uso de antivirais como ritonavir e lopinavir.

Porém, esses medicamentos podem prolongar patologicamente o intervalo QT em pacientes de alto risco devido à predisposição genética ou naqueles com predisposição adquirido. Esse risco pode ser aumentado ainda mais pela ampla interação desses medicamentos com outros como antibióticos, antiarrítmicos, anestésicos e relaxantes musculares, entre outros. Por esses motivos, é esperado um aumento no aparecimento de arritmias malignas ou fibrilação ventricular se medidas preventivas não forem estabelecidas.

O documento ajuda os profissionais de saúde que estão lidando com a pandemia do COVID-19 a ter informações sobre como medir o QT, quais são seus intervalos normais e em que os fatores de risco associados ao prolongamento do QT estão listados para ajudar a identificar não apenas pacientes com QT longo, mas também aqueles em risco de fazer prolongamentos patológicos em resposta ao início da terapia para o COVID-19.

Confira aqui o documento completo.

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