A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) fez um alerta sobre o uso da Cloroquina e da Azitromicina para o tratamento de pacientes com infecção pelo COVID-19. Segundo o documento que pode ser conferido na íntegra no link abaixo, a utilização dos medicamentos tem sido baseada em publicação de pequenas séries que apontam resultados promissores desta combinação, entretanto, faltam evidências científicas robustas (estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego, placebo controlado) que comprovem a relação risco x benefício desta estratégia.

Ricardo Alkmim Teixeira, presidente da SOBRAC explica no documento que as taxas de morte súbita de pacientes em uso de Cloroquina ou de Azitromicina individualmente parecem ser bastante baixas; no entanto, a mortalidade durante o uso desta associação nunca foi estudada. “Desta forma, protocolos assistenciais que incluem esta associação Cloroquina-Azitromicina off-label devem estar atentos aos pacientes de maior risco para a ocorrência de arritmias fatais, em especial idosos, cardiopatas, uso de outros fármacos que prolonguem o QTc e pacientes que apresentam QTc ? 500ms antes do início do tratamento”, cita ele.

“À luz dos conhecimentos atuais, pode ser que Cloroquina-Azitromicina salvem vidas; por outro lado, parece óbvio que a sua suspensão ou mesmo a não-prescrição em pacientes de alto risco também pode salvar. É urgente que estudos clínicos de alta qualidade científica respondam a essas dúvidas”, finaliza o presidente da SOBRAC.

CONFIRA O DOCUMENTO NA ÍNTEGRA AQUI

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