O ministério da saúde definiu, no PLANO NACIONAL DE OPERACIONALIZAÇÃO DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19, que pessoas abaixo de 60 anos com comorbidades serão vacinados na nova fase que se inicia em maio de 2021. Estima-se que um total de 17 milhões de pessoas estejam inseridos nessa categoria; portanto, é necessário que sejam estabelecidos critérios claros. Indivíduos com Diabetes Mellitus, pneumopatias crônicas graves, doença renal crônica e imunossuprimidos, entre outros, estarão aptos a receber a vacina contra o Coronavírus.

Dentre as cardiopatias consideradas “comorbidades”, estão insuficiência cardíaca, pacientes com angina pectoris e infarto do miocárdio prévio, lesões valvares, aneurismas de aorta e cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica.

Com relação às arritmias cardíacas, a recomendação do Ministério da Saúde é de priorizar arritmias com importância clínica e/ou cardiopatia associada (Fibrilação Atrial e Flutter Atrial, entre outras). Como as arritmias cardíacas possuem um espectro clínico muito amplo, podendo acontecer em pacientes com doenças graves, mas também em pessoas com distúrbios elétricos sem doença estrutural associada, esses critérios ficam um pouco subjetivos. Pacientes com Fibrilação ou Flutter Atrial controladas com tratamento clínico ou ablação por radiofrequência, que não apresentem disfunção ventricular ou outras doenças associadas, não necessitam de priorização pois essas arritmias não aumentam o risco de acometimento mais grave da COVID-19. Da mesma forma, pacientes com extrassístoles ventriculares sem cardiopatia estrutural ou com taquicardias supraventriculares também não estão expostos a maior risco.

Embora a ablação por cateter das arritmias cardíacas seja um procedimento invasivo, o fato do paciente ter sido submetido a esse procedimento não caracteriza “comorbidade”, mesmo que a ablação não tenha sido efetiva, uma vez que não resulta em sequelas para os pacientes. Especialmente os pacientes com taquicardias supraventriculares que foram submetidos a ablação com sucesso apresentam baixíssima taxa de recorrência dessa arritmia (<5%), podendo estar muitas vezes curados dessa arritmia.

Da mesma forma, portadores de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis, como marcapassos e desfibriladores, a priorização ocorrerá para aqueles que possuem doença cardíaca estrutural ou outras comorbidades cardiológicas e não pelo fato de serem portadores desses dispostivos.

A maneira de comprovar as comorbidades varia conforme cada estado da federação, sendo válidos relatórios médicos especificando as doenças, exames diagnósticos e até receitas que comprovem o uso de medicações específicas para cada doença.

A vacinação para COVID-19 é um dos aspectos fundamentais para o controle da pandemia e permitir que a nossa vida retorne o mais breve possível à normalidade. Embora os critérios de priorização tenham certo grau de subjetividade, o Ministério da Saúde buscou organizar junto às autoridades locais critérios que fossem o mais justo possível, evitando que pessoas com as comorbidades fiquem sem vacina, ou que pessoas que possam aguardar mais um tempo para a sua vez recebam antes que as que tenham mais risco.

Caso você tenha dúvida se sua condição clínica ou se a sua arritmia cardíaca se enquadra no grupo que deve ser priorizado para vacinação contra COVID-19, consulte o seu médico para orientações.

Mais informações nos links abaixo: 

https://sobrac.org/home/pacientes-com-arritmias-cardiacas-podem-receber-vacina-para-covid-19/

https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/marco/23/plano-nacional-de-vacinacao-covid-19-de-2021

Descric?a?o das comorbidades inclui?das como priorita?rias para vacinac?a?o contra a covid-19 pelo PLANO NACIONAL DE OPERACIONALIZAÇÃO DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19.

  Grupo de

comorbidades

Descrição
  Diabetes mellitus Qualquer indivíduo com diabetes
  Pneumopatias crônicas graves Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).
  Hipertensão Arterial Resistente (HAR) HAR= Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti- hipertensivos
  Hipertensão arterial estágio 3 PA sistólica ?180mmHg e/ou diastólica ?110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade
  Hipertensão arterial PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e
  estágios 1 e 2 com 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade
  lesão em órgão-alvo  
  e/ou comorbidade  
  Doenças cardiovasculares
  Insuficiência cardíaca (IC) IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association
  Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária
  Cardiopatia hipertensiva Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo)
  Síndromes coronarianas Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras)
  Valvopatias Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras)
  Miocardiopatias e Pericardiopatias Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática
   

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas

 

Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos

  Arritmias cardíacas Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras)
  Cardiopatias congênita no adulto Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento
 

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados

miocárdico.

Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)

 
Doença cerebrovascular Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular  
Doença renal crônica Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica.  
Imunossuprimidos Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4 <350 células/mm3; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.  
Anemia falciforme Anemia falciforme  
Obesidade mórbida Índice de massa corpórea (IMC) ? 40  
Síndrome de down Trissomia do cromossomo 21  
Cirrose hepática Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C  
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