A arritmia e eletrofisiologia brasileira perdeu hoje (23/06/2020), aos 83 anos de idade, um de seus pioneiros, o Dr. Ivan Gonçalves Maia.

Nascido em 1937, carioca legítimo, aos 12 anos encontrou o amor de sua vida, Madalena, com quem se casou aos 21 anos, teve 3 filhas e a amou por toda vida.

Aos 18 anos entrou para Faculdade de Ciências Médicas (UEG/UERJ) e se formou em 1961.

Em 1966 foi para os Estados Unidos para seu fellowship de dois anos em La Jolla, Califórnia, na área de vetorcardiografia. Em seguida foi convidado para um “sênior fellow” em Phoenix, Arizona.

De volta ao Brasil foi trabalhar na Santa Casa dando aulas na pós graduação e trabalhando na hemodinâmica no serviço do professor Nelson Botelho Reis.

Em 1970 prestou concurso para livre docente da UFRJ.

Foi chefe do departamento de eletrofisiologia e arritmias do hospital de cardiologia de Laranjeiras, Rio de Janeiro, onde iniciou os procedimentos de eletrofisiologia com os registros dos eletrogramas do feixe de His.

Na década de 80 fundou o Clube do Ritmo para estudo do ritmo cardíaco e editou seu primeiro livro: ECG nas Arritmias, rapidamente esgotado.

Em seguida criou o Grupo de Estudos de Arritmias Cardíacas da Sociedade Brasileira de Cardiologia junto com Eduardo Sosa e Adalberto Lorga, dando origem ao Departamento de Arritmias Cardíacas.

Em 1988 fechou o consultório e passou a se dedicar à pesquisa clínica e ao Hospital Pró-cardíaco.

Em 1990 criou a RitmoLab, primeiro grupo de eletrofisiologia do Rio de Janeiro, dando início aos procedimentos percutâneos para ablação das arritmias cardíacas. Ensinando e iniciando assim, toda uma geração de eletrofisiologistas.

Pessoa ímpar, irreverente e divertida, deixa muitos seguidores. Perda lastimável para toda a cardiologia brasileira.

A SOBRAC lamenta profundamente a perda deste companheiro. Manifestamos o mais profundo sentimento de solidariedade à família e amigos.

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