Desafio Eletrocardiográfico

TAQUIARRITMIA e INSTABILIDADE

Cristiano Dietrich / Muhieddine Chokr

O Caso

Titulo do caso: TAQUIARRITMIA e INSTABILIDADE, qual o diagnóstico?

Paciente de 35 anos, sexo masculino, procura o Pronto Socorro por queixa de mal estar precordial, sudorese e pré-síncope com início súbito há 15 minutos. O sintoma teve início em repouso durante digitação em computador. Ausência de comorbidades prévias. Hábito de práticas de esportes regularmente. Não utiliza nenhuma medicação. Sem história familiar de doenças cardiovasculares. Ao exame físico, consciente, sem déficits motores, palidez cutânea, sudorético, PA 75/42mmHg e taquicárdico, pulsos arteriais periféricos rápidos e filiformes. Após atendimento inicial, realizado imediatamente o seguinte ECG:

 

 

 

 

Qual diagnóstico e sua conduta?

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Discussão:

Resposta: E

Discussão:

Frente ao quadro clínico, o paciente apresenta início súbito de taquiarritmia com sinais de instabilidade hemodinâmica o que direciona o manejo pela imediata terapia elétrica pela cardioversão (figura 2). Reservando-se as medidas farmacológicas para taquicardias estáveis. O uso de magnésio poderia ser útil na taquicardia ventricular polimórfica recorrente, principalmente associada ao prolongamento congênito ou adquirido do QT longo.

 

Figura 2: cardioversão elétrica 

 

O ECG demonstra uma taquicardia rápida e irregular com complexos QRS alargados. A ativação ventricular acontece praticamente por uma despolarização iniciando-se pelo miocárdio ventricular. Alguns batimentos apresentam despolarização mista entre o sistema de condução normal e acessório. Isto sugere, associado a irregularidade dos complexos QRS, que se trata de uma fibrilação atrial conduzida por feixe acessório. A análise da onda delta com máxima pré-excitação sugere um feixe acessório inserido na região lateral do anel mitral: V1 positiva; DII-DIII-aVF positiva; aVL negativo. O ECG em ritmo sinusal confirma a presença de um feixe acessório: intervalo PR curto, QRS alargado e presença de onda delta (figura 3). O paciente foi submetido a ablação por cateter através de acesso transeptal com eliminação do feixe acessório.

 

 

Figura 3: ECG em ritmo sinusal 

 

 


Referência bibliográfica
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