Discurso de Abertura

XXVI Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas

 
Ilmo.sr. Presidente da SOBRAC Dr. Leandro Zimerman
 
Ilmo.sr. Presidente do DECA: Dr. Vicente Ávila Neto
 
Ilmo.sr. Representante da SBC: Dr. Carlos Costa Magalhães
 
Demais autoridades
 
Congressistas e familiares.

 
 
A Comissão Organizadora Local, que me cabe a honra de ser porta voz, entusiasticamente declara: Sejam Bem Vindos à Campinas para o XXVI Congresso da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas!
 
A Campinas do Príncipe dos Poetas Brasileiros: Guilherme de Almeida que diz em seus versos:
 
“Não crês, porque não vês. É a dúvida secreta

que em vão te desafia:

– a sombra pode ver o corpo que a projeta.

Mas nunca a luz que a cria.”

os recebe com alegria.
 
Vir a um Congresso é reconhecer nossas dúvidas e procurar um pouco de luz, de conhecimento. Apesar de todas as diretrizes, das informações da medicina baseada em evidências, precisamos nos encontrar para trocar informações, questiona-las, adapta-las e propor sua aplicabilidade em nosso meio. Preparamos isso para vocês nos próximos dias.
 
Queremos que esse espaço não se restrinja apenas aos distúrbios do ritmo, mas seja ampliado no contexto da cardiologia, da atividade profissional e do paciente humanizado, não esquecendo de incentivar um mundo mais ecológico, preservando seus recursos.
 
Acredito que vale a pena uma pequena reflexão: Quando estávamos nos bancos escolares ouvimos repetidamente: “A medicina é uma arte e deve ser exercida como tal”. Na língua alemã designamos médico pela palavra “Arzt” que guarda similaridade com a latina “artis”, que em grego é “techné” (técnica/tecnologia). O mesmo grego que possui a palavra “physis” que vai originar o termo inglês “physician” e que significa processo de surgimento que é sinônimo de criação, a “Póiesis” (poesia) de Aristóteles.
 
Logo congressistas, cuidamos da poesia da vida, somos os responsáveis por entender sua métrica e zelar pelo seu ritmo.
 
A Campinas de Carlos Gomes propôs como tema deste Congresso: “Controlando o ritmo com maestria”. A música só acontece quando as notas musicais saem da partitura através da “techné” dos músicos tocando seus instrumentos orientados pela “artis” do maestro que reúne todos os sons no tempo certo tornando o todo maior que a soma das partes. O controle da doença cardiovascular só acontece quando nós utilizamos a melhor “techné” orientados pela nossa “artis” para que a vida possa continuar construindo seus versos com ritmo.
 
Isto é a maestria, unir a pesquisa, difundir a informação e fazer a atividade profissional gerar ações em respeito à vida. Essa é a nossa proposta de trabalho com vocês congressistas.
 
Não existe vida sem ritmo, não existe ritmo sem arte. Campinas deixa como mensagem que os membros da SOBRAC tenham por lema: “Ritmo com Arte” ao exercerem sua atividade profissional.
 
Por ultimo gostaria de agora falar exclusivamente como Presidente do XXVI Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas. Agradecer aos presidentes: Leandro e Vicente, aos diretores científicos Guilherme e do Antonio Vitor o trabalho conjunto e os esforços ilimitados para a efetivação de todas as idéias e sugestões da Comissão Organizadora Local. Tenham certeza que todos os acertos serão decorrentes da experiência que estas pessoas trazem e que se alguma falha ocorrer não foi por falta de zelo, apenas por inexperiência de quem vos fala.
 
Agradeço também a homenagem que a Comissão Organizadora Local me prestou ao permitir que a presidência do Congresso fosse minha. Foi uma honra para mim.
Que todos tenhamos um ritmo muito feliz neste Congresso.
 
Muito Obrigado.

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