Dicas para manter o ritmo sinusal/cardíaco

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A Fibrilação Atrial, um tipo de arritmia muito comum na população brasileira e mundial, tem como pior consequência o Acidente Vascular Cerebral (AVC/derrame). Outro fator de atenção à esta arritmia é a importância da manutenção do ritmo sinusal, ou seja, o ritmo normal do coração.

O estímulo elétrico nasce no próprio coração, na região chamada de nodo sinusal ou nó sinusal, localizado na parte superior do coração – átrio direito. É ali que são produzidos de forma contínua e regular os impulsos elétricos que se propagam por todo o coração, realizando a contração dos músculos cardíacos. Este impulso elétrico demora 0,19 segundo para percorrer todo o coração.

Geralmente, pode acontecer um descompasso, como nas chamadas extrassístoles, quando o coração bate regularmente, mas de repente surge um batimento isolado e inesperado. A extrassístole pode ser um problema clínico menos grave, porém, quando ocorre com frequência provoca sintomas como palpitação ou tontura e deve ser investigada por um especialista.

A Fibrilação Atrial (FA) tem maior incidência na população acima dos 75 anos de idade. Seu ritmo caótico, com estímulos elétricos sendo gerados em todo o átrio, provoca uma contração ineficiente e requer acompanhamento médico constante para o tratamento, que pode ser através de uma intervenção medicamentosa ou cirúrgica.

Veja abaixo as 10 dicas para se manter o ritmo sinusal/cardíaco:

1- Evite o sobrepeso – os estudos mostram que a ocorrência de fibrilação atrial é mais elevada quanto maior o Índice de Massa Corporal (IMC);

2- Exercite-se regularmente – a atividade física reduz a incidência de FA. Um estudo australiano mostrou uma redução de 50% de casos de FA nos pacientes com aderência a atividade física e dieta adequada;

3 – Controle o colesterol – o risco de FA está relacionado ao aumento do colesterol;

4 – Controle a hipertensão: a fibrilação atrial é uma doença progressiva, que ocorre com maior prevalência nos hipertensos. Além disso, após controlada a fibrilação, a hipertensão mantém uma agressão ao coração, podendo gerar novos focos para a FA;

5- Controle do diabetes;

6 – É importante ter o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento da apneia do sono;

7- Evite consumir álcool em excesso – a ingestão excessiva é alvo favorável à ocorrência de FA, mesmo em indivíduos sem predisposição;

8- Tratamento medicamentoso – é importante seguir as recomendações médicas no uso de antiarrítmicos, antes e após a reversão de uma fibrilação atrial. A estratégia é aumentar a chance de reversão e reduzir a recorrência da doença;

9 – Tratamento cirúrgico – a ablação de fibrilação atrial para os pacientes indicados: estudos têm mostrado que quanto mais precoce a intervenção cirúrgica, melhor o resultado a longo prazo;

10 – Realize exames periódicos – a detecção precoce de fibrilação atrial permite intervenções mais precisas e com maiores chances de se manter o ritmo cardíaco.

*Artigo escrito por Dr. Luiz Leite e Dra. Denise Hachul

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