Rio de janeiro promove evento de atualização profissional em arritmias cardíacas

Medida aumenta capacitação para atendimento populacional de doença que causa a morte de mais de 320 mil brasileiros/ano

Coração que bate fora do ritmo, mais acelerado, mais lento ou oscilando nestas duas situações caracteriza uma doença do coração bastante comum e ainda bastante subestimada pela população: a arritmia cardíaca. Acometendo cerca de 20 milhões de brasileiros com consequências importantes em atividades diárias, a doença ainda pode levar à morte súbita. Por este motivo, a capacitação de cardiologistas sobre o tema tem sido uma das atividades de frente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), que leva para o Rio de Janeiro, no próximo dia 12 de outubro, uma intensa programação para médicos da região que necessitam se aprimorar para o correto diagnóstico e tratamento das arritmias.

 “As arritmias podem atingir pessoas de qualquer idade, gênero e estilo de vida. Até mesmo atletas e indivíduos considerados saudáveis podem ser afetados por elas, tendo um comprometimento da qualidade de vida diário, bem como risco de morte em alguns casos não tratados ou não socorridos em tempo. São pessoas que muitas vezes não identificam os sintomas como sendo de origem cardíaca, não procuram o especialista adequado, tendo evoluções negativas que poderiam ser evitadas”, declara o cardiologista da SOBRAC e coordenador do evento, Dr. Eduardo Saad.

Este é o caso da carioca Aline Rocha, atuária que trabalha como servidora pública e perita judicial na cidade do Rio de Janeiro. Tendo um histórico de asma brônquica, aos 26 anos, durante um exercício físico, ela sentiu-se muito mal e desmaiou. No atendimento de emergência foi diagnosticada com Fibrilação Atrial, um tipo específico de arritmia que faz o coração bater acelerado e descompassado. O médico que a acompanhava atribuiu a ocorrência aos exercícios físicos fortes e a medicação para o controle da asma.

Porém, os sintomas se tornaram mais graves dois anos depois, fazendo com que Aline tivesse diversas crises de taquiarritmia, quando a frequência cardíaca fica superior a 100 batimentos por minuto, e fibrilação atrial.

“O processo foi complicado, pois inicialmente eu não procurei um especialista em arritmia e não tive um diagnóstico correto. Fiquei assustada e muito insegura, temendo uma morte súbita. Até que um dia eu precisei de uma cardioversão (choque elétrico no coração) para poder voltar do mal súbito, e então procurei um arritmologista que me deu um panorama correto do que estava acontecendo”, relata.

O caso de Aline não era possível de ser controlado apenas com medicamentos, e ela foi submetida a algumas ablações (procedimento que cauteriza o foco arrítmico), também sem sucesso. “Ao longo do tratamento fiz várias ablações e durante uma delas o quadro evoluiu para um BAVT (bloqueio atrioventricular) que gera um atraso na condução das correntes elétricas no coração à medida que atravessa o sistema de transporte atrioventricular, e com isso eu precisei implantar um marca-passo definitivo”, diz Aline.

Hoje, aos 46 anos, ela conta que a doença está sob controle e não a impede de fazer nada, trabalhando normalmente e ainda praticando esportes. Desde 2007 ela adotou as corridas de rua e até já participou da Maratona Internacional de São Silvestre. 

Casos como o de Aline serão apresentados durante o evento profissional no Rio de Janeiro, bem como os tratamentos mais avançados, em medicamentos e procedimentos operatórios, para garantir a qualidade de vida e a segurança dos pacientes.

A programação completa do evento pode ser conferida a seguir: http://bit.ly/2ouACIG

Veja também infografias sobre a doença:  http://www.sobrac.org/campanha/infograficos/

Vídeo: você sabe o que são as arritmias cardíacas?

Ficha Técnica do evento:

Nome do evento: PrECon Rio de Janeiro

Data: 12 de outubro de 2019

Local: Sheraton Grand Rio Hotel

Inscrições:  http://bit.ly/inscricoessobrac

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