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Simpósio médico em São Caetano promove atualização sobre arritmias cardíacas e morte súbita

 No próximo dia 25 de agosto, São Caetano do Sul será sede da próxima edição do Programa de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), reunindo cardiologistas de diversas partes do país para a atualização sobreas arritmias cardíacas, problema que afeta mais de 20 milhões de brasileiros e gera mais de 320 mil mortes súbitas por ano.

Com quatro horas de duração, o evento dará aos médicos a oportunidade de aprendizagem e troca de experiências, com análise de casos clínicos. Na programação estão abordagens a respeito de opções medicamentosas em diferentes cenários das arritmias, análise sobre dispositivos implantáveis, cenário dos procedimentos de ablação, impacto dos dispositivos implantáveis na mortalidade cardiovascular e arritmias ventriculares em atletas, entre outros.  

Para saber mais sobre as arritmias cardíacas, distúrbio caracterizado por batidas irregulares do coração que levam a sintomas de cansaço, desmaios, tontura e batedeiras no coração, acesse: https://bit.ly/2vX8cXY

 Ficha Técnica

O PrECon de São Caetano do Sul

Dia 25 de agosto de 2018

Local: Hospital São Luiz – Rua Walter Figueira, S/N – Cerâmica (São Caetano/SP)

Programa: http://bit.ly/programa-sao-caetano

Sobre a SOBRAC

Criada oficialmente em 1984, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) é uma entidade médica sem fins lucrativos, afiliada à Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Os objetivos da Sociedade são normatizar as atividades relacionadas às arritmias cardíacas no Brasil, promover o desenvolvimento científico e a valorização profissional da especialidade, além de orientar a população leiga a respeito dos problemas mais comuns ligados às arritmias cardíacas e morte súbita, por meio de campanhas educativas. Realiza periodicamente o Programa de Educação Continuada (PrECon) e anualmente o Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, maior evento do gênero da América Latina, além da Campanha Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, intitulada Coração Na Batida Certa, instituída no dia 12 de novembro.

 Saiba mais em www.sobrac.org

O QUE FAZER DIANTE DE UMA VÍTIMA DE PARADA CARDÍACA?

Você sabe identificar os sinais de uma parada cardíaca? Sabe fazer as manobras de reanimação (massagem cardíaca) ou usar um Desfibrilador Externo Automático (DEA)? Provavelmente, não. Isso porque, no Brasil, o socorro imediato e emergencial para os casos de parada cardíaca – e mesmo primeiros socorros básicos para acidentes mais comuns – ainda é negligenciado, e pouco difundido.

O infarto cardíaco (morte do tecido muscular do coração por falta de circulação sanguínea) é a principal causa de parada cardíaca e morte súbita no mundo ocidental. Outras causas são a insuficiência cardíaca, que pode ter várias origens, a embolia pulmonar e os problemas congênitos ou geneticamente determinados.  Se o socorro é realizado de imediato, em muitos casos é possível reverter o quadro e diminuir os riscos de lesão cerebral, geralmente com sequelas irreversíveis.

Geralmente, a parada cardíaca acomete pessoas ativas, que desempenham suas atividades cotidianas normalmente e, de repente, por estresse físico, emocional, ou outra razão, sofrem um mal súbito.

A maioria das mortes ocorre fora do ambiente hospitalar, sendo que 86% das paradas cardíacas acontecem nos próprios lares das vítimas e 50% são assistidas por um adolescente ou por uma criança, sem nenhum adulto por perto. Considerada de alta incidência, 14% das paradas cardíacas ocorrem em vias públicas ou em lugares de grande concentração de pessoas, como em aeroportos, dentro de aeronaves, shopping centers, estádios desportivos, cadeias públicas. Em todos os casos, o atendimento rápido é fundamental para que se evite a morte súbita ou sequelas decorrentes de uma parada cardíaca não recuperada.

A realização de ações concretas, dirigidas por sociedades médicas, com Campanhas em nível populacional, têm como objetivo promover a conscientização sobre a importância do reconhecimento e do atendimento imediato de vítimas de parada cardiorespiratória (PCR), seja dentro de suas casas, em locais públicos, no ambiente de trabalho, em instituições de ensino e mesmo dentro de serviços de saúde. Ações preventivas e educativas, como as realizadas pela SOBRAC, são imprescindíveis e devem ser disseminadas amplamente.

O que fazer diante uma vítima com Parada Cardíaca?

Veja o infográfico abaixo e aprenda!

Vídeo: Você saberia socorrer uma pessoa no momento de uma parada cardíaca?

Dicas Úteis – Lembre-se!

A morte súbita pode ser evitada em grande parte dos casos, se o socorro à vítima for realizado rapidamente, por meio de massagens cardíacas e aplicação de um choque elétrico no peito do paciente (desfibrilação). Esse choque é liberado por um aparelho chamado Desfibrilador Externo Automático (DEA), facilmente manuseado, desde que haja treinamento prévio.

É extremamente recomendável – em várias circunstâncias é obrigatória – a existência de um DEA facilmente acessível em locais públicos ou privados de grande circulação de pessoas, como por exemplo: praças, parques, praias, shoppings centers, aeroportos, estações rodoviárias e de trens, clubes, condomínios, estádios de futebol, ginásios esportivos, academias de ginástica e instituições de ensino, entre outros.

O índice de sucesso na recuperação de uma PCR depende diretamente do tempo transcorrido entre a sua ocorrência, o início das massagens cardíacas externas e a desfibrilação.

As chances de sobrevivência da vítima diminuem cerca de 10% a cada minuto de atraso nesse socorro.

Danos cerebrais irreversíveis podem ocorrer a partir de 4 a 6 minutos após uma parada cardíaca não socorrida.

Poucas tentativas de reanimação cardíaca são bem sucedidas após 10 minutos.

Se você não estiver preparado/a para realizar as manobras de reanimação e não souber usar o DEA, acione uma equipe de socorro local, solicite imediatamente um DEA e ligue rapidamente para o SAMU (192).


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